quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Os riscos das mamadeiras e chupetas customizadas

Estudos mostram que a sucção é um reflexo inato, fisiológico, sendo fundamental, pois além de permitir a alimentação, supre necessidades emocionais. A sucção a ser estimulada é a da amamentação, pois, além de todos os benefícios na proteção contra infecções, desenvolvimento psicológico, orienta um adequado desenvolvimento musculoesquelético do sistema estomatognático. “Mesmo quando a mamadeira é necessária, pela impossibilidade da amamentação, é preciso lembrar que o momento de transição para o uso do copo é por volta dos sete ou oito meses, respeitando o desenvolvimento neurológico da criança”, enfatiza a Dra. Lúcia Coutinho, cirurgiã-dentista e especialista em Odontopediatria.
Quando o assunto é chupeta, especialistas apontam que a utilização não deve acontecer antes do primeiro mês de vida da criança, para não prejudicar o estabelecimento e consolidação do aleitamento materno. Segundo o levantamento do Ministério da Saúde, o uso de chupeta em crianças brasileiras menores de 12 meses é de 42,6%, e de mamadeira é de 58,4%. A Dra. Rosa Maria Eid Weiler, também especialista em Odontopediatria e mestre e doutora em Ciências Aplicadas à Pediatria, explica que a chupeta pode ser aconselhada na possibilidade de instalação do hábito de sucção de dedo. Para a criança amamentada no peito, pode-se oferecer a chupeta apenas em momentos críticos, como na dificuldade de adormecer, e ela deve ser retirada logo após o início do sono.
Os bicos das chupetas podem ser de silicone ou látex, a parte externa deve ser projetada para que a criança não engula o bico, e os produtos devem ser fáceis de esterilizar. “São realizados vários testes químicos – material e aditivos usados – e físicos, como de resistência à torção, à mordida, ao impacto, etc. Os rótulos são verificados e, passando nos testes, os bicos de mamadeira e chupetas são aprovados pelo Inmetro.  Além da certificação, o Inmetro, em parceria com a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), faz uma fiscalização no país inteiro, e os produtos encontrados sem certificação são apreendidos”, completa a especialista.
Chupetas e mamadeira customizadas
Recentemente o Inmetro anunciou a proibição das famosas mamadeiras e chupetas customizadas, artigos que fizeram muito sucesso durante tempo considerável.
A Dra. Lúcia Coutinho, que também é coordenadora da obra “Odontopediatria para o Pediatra”, alerta que a customização torna os produtos inseguros, com risco de as peças aplicadas, como cristais, soltarem-se durante o uso e manuseio pelo bebê, podendo ser broncoaspiradas. O mau uso dos produtos pode levar a uma pneumonia, insuficiência respiratória e até mesmo ao óbito. Ainda existe a possibilidade de toxicidade por conta da cola utilizada nos enfeites aplicados. “É preciso ressaltar que, com os adornos, a sucção de chupetas acaba por ser mais estimulada, o que não é o objetivo almejado, afinal é exigido pela portaria do Inmetro que os rótulos do bico e da mamadeira devem exibir, de forma legível e de fácil visualização, as seguintes advertências: ‘O Ministério da saúde adverte: a criança que mama no peito não necessita de mamadeira, bico ou chupeta. ‘O uso de mamadeira, bico ou chupeta prejudica o aleitamento materno’”, completa.
É papel fundamental do cirurgião-dentista conscientizar os adultos dos riscos desse tipo de produto, alertando sobre a errada priorização da estética.
Segundo a especialista em Odontopediatria, mestre e doutoranda em Ciências Aplicadas à Pediatria, Dra. Liliana Takaoka, é importante conscientizar os pais e responsáveis sobre a questão dos riscos à saúde da criança, que vão desde asfixia com os produtos que se soltam até toxicidade do material. Eles devem estar cientes que, como responsáveis, podem ser responsabilizados legalmente, caso haja acidentes nesse sentido. “Muitas vezes, os adultos procuram esses produtos com uma demanda estética e não têm ideia do risco a que submetem suas crianças. Alertá-los para isso é bastante efetivo”.
Outro agravante relacionado ao uso dessas chupetas e mamadeiras customizadas é que esses pequenos cristais e adesivos geram certo acúmulo de resíduos entre eles, o que dificulta a limpeza com qualquer um dos métodos para esterilização, deixando a desejar a questão da biossegurança.
Fonte: www.localodonto.com.br
Matéria de autoria de: Vanessa Navarro

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Por que o cabelo de alguns bebês muda de cor?

É curioso ver como pais de cabelo castanho ou muito escuros têm um bebê com o cabelo loiro claro. E inclusive ao contrário, bebês que nasceram loiros terminam ficando com cabelos escuros. 
Por que isso acontece? O que é que determina a cor do cabelo? A resposta está na genética. A cor do cabelo dos pais ou às vezes dos avós ou bisavós é a responsável. A cor é determinada pelo DNA. 



Por que alguns bebês têm o cabelo mais claro

Bebês castanhos, loiros, ruivos, de cabelos pretos... Existe uma infinidade de tonalidades de cabelo. O cabelo tem cor devido a uma substância chamada melanina, que também dá cor à pele e aos olhos. Os genes determinarão a concentração de melanina e isso produzirá uma cor de cabelo ou outro. 
Existem dois tipos de melanina: as eumelaninas, responsáveis pelo cabelo escuro, e as feomelaninas, do cabelo claro. De acordo com os níveis de concentração de cada uma delas, teremos como resultado a cor natural do cabelo. 
Os bebês ao nascerem têm uma menor concentração de melanina, mas à medida que vão crescendo e se expõem ao sol, o número aumenta e assim a cor da pele e do cabelo fica mais intensa. 
Isso também explica por que a cor do cabelo muda à medida que a gente fica mais velha. Na idade adulta diminui a melanina e então o cabelo começa a clarear. É então quando aparecem os grisalhos, ou seja, cabelos sem pigmento. 
A melanina também é responsável com que os bebês tenham olhos azuis ao nascer. A íris do olho, ou seja, a parte colorida tem pouco pigmento, recebeu pouca luz e adquire uma cor azulada. 

O cabelo do recém-nascido

Meu filho nasceu todos com uma boa ‘juba’ de cabelos negros e muito lisos. No entanto, todos foram caindo, dando lugar a outro tipo de cabelo, muito diferente dos que existiam ao nascer. Os hormônios durante a gravidez são os responsáveis por isso, já que age durante a gestação de várias formas, uma delas ativando o crescimento do cabelo do bebê. Depois do nascimento, o efeito desaparece e o cabelo começa a cair e começa a nascer outro. 

O cabelo definitivo do bebê aparecerá entre um ano e um ano e meio, e alguns demoram muito mais em ter cabelo.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Técnicas e Posições para Amamentar

Existem algumas técnicas que ajudam a mamãe a achar a posição correta para acomodar o bebê e facilitar a pega.

O momento da mamada é único e merece uma preparação toda especial. Existem algumas técnicas que ajudam a mamãe a achar a posição correta para acomodar o bebê e facilitar a pega.

Existem três posições mais comuns, mas nada impede mãe e bebê de acharem uma forma mais agradável de se acomodar na hora da mamada. “A posição ideal é aquela onde ambos ficam confortáveis, com o bebê alinhado ao corpo da mãe”, diz a Dra. Maria José Mattar.

A posição tradicional é a sentada, onde o bebê fica de frente pra mãe, barriga com barriga, e quanto mais colados estiverem, mais fácil é a amamentação. Na posição sentada inversa, a mãe deve segurar o bebê como se fosse uma bola de futebol americano, colocando o corpinho debaixo de sua axila, com a barriga apoiada nas suas costelas. A mãe apoia o corpo do bebê com o braço e a cabeça com a mão. Essa posição facilita o bebê a pegar uma boa parte da auréola.

Algumas mães, especialmente as que se submetem à cesariana, optam por amamentar os filhos deitadas, onde o bebê fica de frente para a mãe, barriga com barriga.

Dizem que não se deve amamentar o bebê deitado, pois causa infecção nos ouvidos e a Dra. Maria José Mattar explica esse mito. “A boca, o nariz e o ouvido do bebê ainda são retificados e se ele é alimentado com leite artificial, que contém bactérias, a infecção acontece mais facilmente. O leite materno, ao contrário, dá mais proteção a essa mucosa”.

Depois de achar a melhor posição, o primeiro passo é colocar o seio na boca do bebê. Ao tocar o mamilo no lábio inferior do bebê ele abrirá a boca. Nessa hora a mãe deve enfiar o máximo da auréola na sua boquinha, puxando firmemente sua cabeça para a mama.

Independentemente da posição que a mãe escolher para amamentar o bebê, é importante que ela esteja relaxada, confortável e bem apoiada, sem se curvar para frente ou para trás. O bebê, da mesma forma, tem que estar posicionado corretamente, com o corpo junto ao da mãe, na altura da mama, os quadris seguros e o pescoço levemente esticado.

A Dra. Maria José Mattar orienta as mães a esvaziar um pouco a mama antes de dar de mamar quando o seio estiver endurecido. “Se o peito estiver muito cheio a boca do bebê escorrega e ele não consegue segurar o bico”.

Para ter uma boa pega, a boca do bebê deve ser levada em direção ao mamilo, e não o contrário. A mãe deve posicionar o polegar acima da auréola e o indicador abaixo, formando um ‘C’. Ao mamar, a boca do bebê deve estar bem aberta, com os lábios para fora, abocanhando quase toda a auréola e não somente o bico do peito, e as mamadas serão grandes e espaçadas.

Quando for tirar a criança do peito, é bom usar a técnica conhecida popularmente como "técnica do dedo mínimo", onde a mãe coloca o dedo mínimo na boca da criança para enganá-la. Ela aceita trocar o bico do peito pelo dedinho e, assim, não puxa o mamilo da mãe com força. Quando o bebê largar a mama, os mamilos devem estar levemente alongados e redondos.

Amamentação com posicionamento e pega corretos não dói e é um momento bastante agradável para a mãe e para o bebê.

Autor: Paula R. F. Dabus
Texto compilado do site: www.guiadobebe.com.br